Grandes Conferências

Ao longo de um ano, a começar em outubro de 2017, às quintas-feiras, entre as 17.30 e as 19.00 convidamos a pensar os ‘Futuros Globais’ com 10 Grandes Conferências na Universidade Católica Portuguesa (Auditório Cardeal Medeiros).

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Apresentação

Durante muitos séculos, pensar e olhar o futuro foi uma prática idealista e essencialmente otimista. Projetava-se ‘o melhor dos mundos’, olhava-se o progresso tecnológico como agente de uma ciência que intentava melhor a condição humana.  Ao longo do século XX, a percepção eufórica do progresso foi sendo limitada pela consciência da abissal capacidade para a produção do infortúnio. No início do século XXI, o ideal transformador é contrariado por uma certa retrotopia (Z.Bauman), que idealiza o passado e cria um modelo de felicidade que não está orientado para um futuro-a-criar, mas para um passado-a-recuperar. Para tal contribui o desencanto com uma globalização da indiferença, com a crise dos modelos do Estado democrático, o aprofundar das guerras culturais e o emergir da violência extrema. Do mesmo modo, encontramo-nos perante a realidade  de uma crise de recursos e de uma crescente e evidente exaustão do planeta, ao mesmo tempo que a quarta revolução tecnológica coloca sérias questões ao futuro do trabalho e bem assim da vita activa como definidora da matriz do humano.

Dados os diferenciados ritmos, direções e contextos em que o horizonte de futuro se move, dada a clara diferença no acesso e na capacidade dos indivíduos modelarem estas transformações, podemos então falar com maior coerência em ‘futuros’ culturalmente situados em distintas realidades globais. Como pensar então estes futuros globais? Como articular a realidade transformada no contexto da aceleração que os movimentos globais e os novos impactos tecnológicos produzem? Quais são os temas, as questões, os problemas que produzirão os tempos a vir na sua diferente localização global? Onde estão os atores, os agentes do futuro?

E como pode Portugal posicionar-se neste debate? No ano em que celebra 50 anos de existência, a Universidade Católica Portuguesa recorda a sua matriz fundacional de instituição ao serviço do desenvolvimento da comunidade humana e a sua visão de ‘Cultivar a ciência e contribuir para o bem comum’, através da organização de um ciclo de 10 palestras que têm como objetivo discutir os futuros globais com visionários de 10 diferentes sectores. Ao longo de um ano, a começar em outubro de 2017, às quintas-feiras, entre as 17.30 e as 19.00 convidamos a pensar os ‘Futuros Globais’.